Pressione pela priorização da política de redução de danos na Cracolândia!

Quem você vai pressionar (8 alvos)

João Doria Jr., Prefeitoprefeito@prefeitura.sp.gov.br

Eloisa Arruda, Sec. Direitos Humanossmdhcgabinete@prefeitura.sp.gov.br

Filipe Sabará, Sec. Assistência Socialsmads@prefeitura.sp.gov.br

Fernando Chucre, Sec. Habitaçãofernandochucre@prefeitura.sp.gov.br

Heloisa Proença, Sec. Urbanismoamgcampos@prefeitura.sp.gov.br

Wilson Pollara, Sec. Saúdesms@prefeitura.sp.gov.br

Cel. José Roberto Oliveirajrroliveira@prefeitura.sp.gov.br

Eduardo Odloak, Pref. Reg. Séeduardoodloak@prefeitura.sp.gov.br

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OVERDOSE DE ERROS
O QUE QUEREMOS (nós e a prefeitura)
No fim das contas, todos aspiramos o mesmo: mudar a dinâmica da Cracolândia. Acontece que o poder público tem investido há décadas em táticas equivocadas para alcançar esse objetivo.

COMO A PREFEITURA VEM FAZENDO
Com violência, internações e remoções forçadas. Marginalizando e criminalizando os usuários que, quando buscam ajuda, precisam provar abstinência como pré-requisito para obter auxílio.

COMO ACHAMOS MELHOR FAZER ISSO
Priorizando a redução de danos como política pública. Moradia e emprego precisam ser prioridade, sem a pré-condição da abstinência, ou seja, sem discriminar e, principalmente, sem exigir mudanças bruscas de seus hábitos. O caminho mais adequado está em acolher e ajudar os usuários respeitando sua individualidade e os contextos em que estão inseridos.

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA AJUDAR
Além de compartilhar o vídeo e chamar seus amigos para a causa, você pode falar direto com o prefeito João Doria. É só preencher o formulário ao lado.

Já passou da hora de resolver a questão das Cracolândias.

Pressione por mudanças!

ASSISTA AO VÍDEO

Do estigma social à violência policial: quem vive nas ruas da Cracolândia é alvo constante de uma overdose de erros que já dura décadas. Não existe solução se não colocarmos esses indivíduos em primeiro lugar. Precisamos dar um fim a políticas repressivas, para enfim minimizar os danos sociais e à saúde associados ao uso de drogas.

1. REPRIMIR NÃO É O CAMINHO

As ações truculentas da polícia ao longo dos últimos anos em SP conseguiram apenas dispersar temporariamente os usuários pela cidade e desfazer o vínculo entre eles e seus assistentes sociais. Além de cara, essa política apresenta resultados parciais e pouco duradouros. A dependência química é prioritariamente uma questão de saúde, e não de violência.

2. ABSTINÊNCIA NÃO FUNCIONA

As pessoas em situação de rua que usam drogas e buscam acesso à moradia e saúde na maioria das vezes são obrigadas a provar abstinência para obter auxílio. Isso acaba se tornando uma barreira para quem já sofre da dependência fazendo com que deixem de procurar assistência. A efetividade da abstinência é baixa, apenas 20% a 30% de sucesso.
3. É PRECISO REINTEGRAÇÃO GRADUAL

O problema da dependência de drogas é crônico, com recaídas frequentes. Ao redor do mundo, e aqui no Brasil, experiências com programas de redução de danos oferecem condições em que o usuário possa tomar decisões mais saudáveis para si. Esses programas demonstram a diminuição do consumo e a reinserção efetiva à vida em comunidade.
O QUE É REDUÇÃO DE DANOS

É uma abordagem que tem como objetivo minimizar os danos sociais e à saúde associados ao uso de drogas. Como o próprio nome sugere, a intenção é reduzir os danos que o vício em drogas traz de uma forma humanizada e que leve em consideração a integralidade das pessoas.
COMO FUNCIONA NA PRÁTICA
Conheça as sete lições já aprendidas a partir de iniciativas bem-sucedidas e baseadas em evidências científicas realizadas no Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo:

1. Não exigir abstinência dos usuários de drogas como pré-condição para participar dos programas de atendimento e assistência.

2. Ouvir os usuários e valorizar vínculos familiares e relações existentes, bem como sua autonomia.

3. Garantir oferta de moradia como fator-chave de estabilidade na vida dos usuários.

4. Proporcionar oportunidades de treinamento, emprego e geração de renda para ajudar a reinserir os usuários no mercado de trabalho e na comunidade.

5. Criar medidas para reduzir a vulnerabilidade de pessoas em situação de rua que usam drogas à violência e homicídios.

6. Oferecer diversidade de tipos de tratamentos para o uso de drogas, garantindo acesso de usuários à saúde clínica e mental como deve ser de direito de todos os cidadãos.

7. Engajar as agências de governo de forma multisetorial, inclusive os órgãos de segurança pública, e envolver organizações de base comunitária.



SAIBA MAIS

A seguir você encontra uma série de links para entender melhor as soluções propostas pelo poder público até agora na questão das drogas e a estratégia da redução de danos já implementadas no Brasil e no mundo com resultados expressivos.
POR QUE A MINHA SAMPA ABRAÇOU ESSA MOBILIZAÇÃO?

As cracolândias são concentrações de pessoas encurraladas entre a polícia – que as vê como uma ameaça à ordem pública - e o crime organizado, que as trata como mercado, fonte de renda e mão de obra. Não é possível assistir à tamanha degradação e violência contra pessoas e ficar parado. Sobretudo quando se trata de uma população tão vulnerável, público que mais requer uma ação positiva do poder público.

A Minha Sampa defende que qualquer ação na região seja orientada por uma política de redução de danos focada principalmente na população dependente. A Cracolândia antes de ser apenas um território, é uma questão de saúde pública.